sábado, 11 de maio de 2013

VALORES EUROPEUS NA GUINÉ-BISSAU



Os principais culpados de todas as calamidades na Guiné-Bissau são os europeus e seus súditos - "os nossos representantes". os antigos exploradores, isto é, os atuais, que nunca deixariam os governos africanos pensassem por si mesmos. Tudo que vivemos hoje, na África, Guiné-Bissau em particular é proveniente da Europa: música, esporte, modelo da justiça, educação, o modo de pensar, a religiosidade, etc. Todos esses valores são importados, tomados como os valores nacionais. Valores que nada têm a ver com a realidade guineense. De forma geral, a triste situação que o povo africano está vivendo ainda, é que, depois da "independência", os europeus colonizadores assassinaram todos: os grandes e inteligentes dirigentes africanos. Assim sendo, mandaram educar em suas universidades, sob a lógica de seus interesses, os podres, hoje auto-proclamados dirigentes africanos, que criam, com apoio indireto dos próprios europeus, os tumultos no país como bem entender, mas, mesmo assim, são chamados dos intelectuais. Para mim, o intelectual é aquele que luta incansavelmente, sem abaixar a cabeça, para afirmar seus valores. O intelectual não se faz pela soma dos diplomas, e muito menos se faz pela lei decoreba, ou seja, os consumidores dos valores ocidentais sem pingo de reflexão. É tão lamentável, e muito. Depois da "independência," os europeus criaram cães para nos "proteger", assim que chegaram ao país, não sobrou ninguém que não sentiu cheiros desses cães pela cidade, com as gravatas dançando nos ventos, gabando-se de todo-poderosos. Esquecendo de que o único ser que pode ser considerado esse todo-poderoso é aquele que pensa e pratica o bem, e mais ninguém. 
E, não se esqueça a este: o céu é a sua cabeça. É nela que se encontra tudo. Todos os valores que você foi dado como a verdade absoluta: o inferno, a glória, demônios, deus e deuses, etc. Caso você pensasse que tudo é externo de você, então, está-se enganando a si mesmo. Nada está em lugar nenhum, a não ser na sua cabeça.
Professor e escritor, Marcelo Aratum.   
aratum22@yahoo.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

http://www.umaspalavras.com.br/pensamentos/ao-abandonar-deus-encontrei-o-homem/

domingo, 13 de janeiro de 2013


A REFLEXÃO
...
É óbvio que as respostas dos teístas (os crentes em algum tipo de deuses) podem variar em função do segmento religioso a que pertencem, mas em regra geral elas não fogem muito daquilo que está sendo apresentado como referência. Da mesma forma, as respostas dos ateístas (os que não acreditam em deus nenhum) podem não ser exatamente as mesmas, porém procurei apresentar aquilo que entendo expressar melhor o pensamento da maioria.


Respostas Teístas
Respostas Ateístas no entendimento dos Teístas
Respostas Ateístas
Quem sou eu?
Sou um ser criado à imagem e semelhança de Deus.
Sou um acidente do acaso.
Sou um ser humano.
De onde eu vim?
Vim de Deus, ou seja, sou consequência do planejamento de um Criador amoroso.
Vim de uma grande explosão cósmica.
Sou consequência de uma raríssima combinação de fatores.
Por que eu estou aqui?
Estou aqui para fazer a vontade do Deus que me criou, que deseja a minha felicidade presente e futura (salvação), bem como que me capacita a revelá-lo ao meu próximo de forma que este também encontre a sua felicidade presente e futura.
Sei lá! Acho que é para morrer.
Tendo em vista a raridade que é a vida, estou aqui para desfrutá-la com toda a responsabilidade e vontade de quem a considera como única e insubstituível.
Como eu sei o que é certo e o que é errado?
Deus é o único referencial verdadeiro para se saber diferenciar o certo do errado. Sua vontade está manifesta em sua palavra revelada.
Não sei! Mas acho que se é bom para mim, então é certo, se é mal para mim, então é errado. Eu sou a lei para mim mesmo.
Assim como considero minha vida única e insubstituível, desta mesma forma aprecio e valorizo a vida do meu semelhante, sendo que considero "certo", tudo aquilo que me permita ser feliz sem impedir que meu próximo também o seja, e o "errado" é exatamente o oposto disto, ou seja, procurar cada um a sua felicidade sem considerar a felicidade dos demais.
O que acontece quando eu morrer?
Vou voltar para Deus e viver eternamente ao seu lado.
Morreu, acabou! Vou ser como se nunca houvesse existido.
Para o que morreu, nada. Para aqueles que ficaram, permanecerá apenas a memória (lembrança) daquele que se foi.

Você percebeu como, no caso dos teístas, cada uma destas respostas procura preencher a ânsia do ser humano em busca de segurança e esperança?

Você também notou, pela forma como os teístas entendem que os ateus respondem a estas perguntas, como é inevitável eles os julguem como pessoas vazias, sem rumo, infelizes, inseguras e sem esperança?

Ao meu ver, pela forma que eu entendo que os ateus respondam a estas perguntas, não consigo interpretá-los como pessoas completamente desprovidas de segurança e esperança. Acredito que a segurança de um ateu se encontra no fato de procurar viver da melhor forma sem prejudicar a ninguém, e a sua esperança no desejo de que todos ajam da mesma maneira.

É claro que as respostas dos teístas são muito mais desejáveis e acalentadoras, e não tenho dúvidas que no fundo todo ateu até que gostaria que elas fossem uma verdade irrefutável.

Porém, para um ateu, não se trata de buscar as respostas mais agradáveis ou as alternativas mais desejáveis, mas sim de buscar a verdade seja ela qual for, procurando sempre adequar da melhor forma a sua vida a aquilo que a sua razão e consciência aprovam.


Pretende aprofundar no assunto? Então entre nesta fonte de reflexão: http://ateismoxteismo.blogspot.com.br/

Caso contrário, siga o seu caminho...


sábado, 17 de novembro de 2012

A MISSA DE SETE DIAS

As Marias!
Quando será a vossa missa?
Já comprei as flores nem nave cabe.
A festa será grande todo mundo dançará.
A tristeza irá embora e alegria cantará.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Hoje ninguém entra e ninguém sai esperando a missa.
Amanhã a festa será grande todo mundo dançará.
A tristeza irá embora e alegria cantará.

As Marias!
Quando será a vossa missa?
Dizem que lá tem muitos porcos,
A carne da missa,
A missa de sete dias sob grande pollon.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Já comprei as flores nem nave cabe.
A festa será grande todo mundo dançará.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Hoje ninguém entra e ninguém sai esperando a missa.
Mas amanhã terá a felicidade após a missa.
Marcelo Aratum
http://www.youtube.com/watch?v=YRzwTSvFhU8

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMO SALVAR O PAÍS?




Depois da “independência”, os guineenses esperavam com todo orgulho, esta: a liberdade. A paz. A estabilidade. A verdadeira independência. Que pena! Tudo vem se transformando no sonho e na promessa eterna: um dia, tudo vai dar certo. Pois é! Os guineenses se esconderam nessa filosofia secular de que tudo que tem o início terá o fim. Ou seja, não precisa lutar nem planejar para que isso aconteça.  Assim vive a Guiné assim continuará para eternidade.
    Nunca estarei contra esse tipo de pensamento filosófico, mas, contra, quando não tem fórmula sustentável, convincente para atingir tal objetivo.
    Na realidade, os senhores de arma: o P.A.I.G.C. e seus monstros vigentes, que ele mesmo criou principalmente este da fotografia, ao longo dos anos, depois da falaciosa independência, estão mergulhando o país num abismo. Este é o cabeça do mal. Eles nos deixam a ziguezaguear no infinito caminho ao progresso, perdidos de tanta obscuridade, levamo-nos a este, viver no imaginário: um dia tudo vai dar certo.
    Antes o destino do país era nas mãos das Nações Unidas, hoje, graças à lição de vida, percebe-se que esta instituição é regida pela força de interesse que, simultaneamente diminuiu a nossa esperança a ela. Prova disso reflete durante o episódio de 19 deste mês de outubro, praticamente ninguém chorou, implorando a esta instituição de negócio capitalista. Creio que os guineenses já estão ficando espertos. Quanto a isso, agradeço muito a esse comportamento que muitos países já vivenciaram.
    É obvio que a Guiné-Bissau, por si mesma, deve procurar pensar, lutar pelo seu destino. Às vezes, ou maioria das vezes, passa na nossa cabeça de maneira tão equivocada a palavra luta, associada com a da “libertação nacional.” Pois é. Existe diferente maneira de lutar para conseguir a justiça, a paz, a liberdade, o sossego e entre outras dignidades humanas. Mas, precisa-se que cada um de nós, começar a pensar nas estratégias e colocá-las em prática. Depois deste artigo, a sua fórmula de libertar os guineenses, as crianças em particular, dos monstros, sequestradores do bem-estar da nação deve... Caso contrário, a Guiné-Bissau não tem a hora para entrar em extinção.
     Lembrando que, cada guineense que cai, cada bala que soa cada tortura que acontece naquele país, reflete direta ou indiretamente na nossa pele. Gera imperceptivelmente obstáculo em todos os nossos afazeres, interna ou externamente.
   Na verdade, a independência, em vez de nos trouxesse a liberdade e nos trouxe os monstros. Os monstros que nos deixam mentalmente vazios, perambulando de um lado para outro a mercê da sorte. Não há um guineense que não ficou em silêncio, em casa, apenas assistindo aos espetáculos dos monstros. Esperando a vontade deles se flutua para resolver os nossos problemas. Assim sendo, Simão Mendes continuará ser palco de mortos: proveniente da doença provocada pela própria situação catastrófica quanto a morte provocada pela brutalidade dos próprios monstros. Vamos procurar a estratégia e enfrentar os monstros. Se você é guineense de coração, então, lute por ela, repasse este artigo, para banir de vez a sujeira na Guiné-Bissau.  
Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CRIANÇA DO NOSSO SÉCULO



Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Mãe! Onde está a minha mãe?
Mãe! Eu quero comer, eu estou com fome!
Que eu fiz pra viver nesta situação?
A quem posso recorrer pra me salvar das penúrias?
Mãe eu quero comer;
Não quero morrer como aquela outra criança.
Que foi engolida por uma serpente.
Fugindo da serpente, fui parar aqui: na margem...
Mas não fui eu que engoli aquela criança!
Foi ela, a serpente de boca larga e coração pequeno.
Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Por favor, mãe! Estou com fome.
Não me abandone, quero comer.
Que culpa tenho para pagar a culpa dos outros?
Sou muito prematura a viver a mercê dos ventos.
Ventos de alta madrugada.
Sou muito prematura a viver a mercê das chuvas.
Chuvas de alta madrugada.
Que eu fiz para viver nesta situação, mãe?
Olhei para cima, vi apenas as nuvens 
Cheias de promessas 
E pra baixo vi apenas serpentes
De boca larga e coração pequeno.
Mãe, mãe, má...

Professor e Escritor, Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br 
Clique ou copie o link abaixo e colar na área de pesquisa, para saber onde tudo isso começou:
http://www.umaspalavras.com.br/pensamentos/ao-abandonar-deus-encontrei-o-homem/

segunda-feira, 11 de junho de 2012


ÁFRICA FOI INVADIDA OU FOI DESCOBERTA? 

          Ah! Sim. Pergunto, quem então descobriu este continente tão antigo? Claro diria que são os europeus. FALSA. A falsa concepção. Ninguém descobriu ninguém. O continente africano existia e continuam existindo física e populacionalmente antes da chegada dos europeus. Esse continente nunca se manteve isolado pela história. Antes dos colonos europeus havia forte contato do povo africano com o povo dos outros continentes como Europa, Ásia que se mantinham em constante ato comercial. Não é por acaso que esta palavra se originou do grego aprica que significa em português: exposta ao sol. 
         Fico-me triste, quando oiço do próprio africano, este insulto de que a África foi civilizada pelos europeus. MENTIRA. Antes dos colonos europeus, já havia existido uma forte indústria têxtil na África. Os produtos dessa indústria, tecidos no caso, eram exportados para a Europa e para os países asiáticos e até a China. Era só isso? E as escritas? Esqueceu-se que elas não nasceram na Europa? Pois é, não surgiram na Europa, mas, sim, no Egito. E o Egito é a parte da África. Ainda mais, que você diria sobre isto: "O BASTÃO DE ISHANGO?" Prossiga-se: "o Bastão de Ishango é um pequeno objeto encontrado em pleno coração da África, datado de 15 mil anos antes dos cálculos dos faráos e antes do surgimento da matemática na Grécia. O bastão constitui o mais antigo testemunho matemático da humanidade," (ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho. A História da África na Educação Básica: Almanaque Pedagógico). Resumindo: a África se civilizou primeiro que a Europa. Infelizmente, hoje há forte influência da civilização europeia acima da civilização africana, levando o povo africano ignorando seus próprios valores. Começando pela desvalorização de sua própria língua. Colocando a língua dos colonizadores europeus sobre as línguas nacionais, alegando que as línguas nacionais não têm prestígios internacionais. MENTIRA! Simplesmente é o PENSAMENTO DOS ALIENADOS, DE QUEM PERDE A "GUERRA." Consequentemente aprovando o antigo imaginário dos colonizadores, no que se diz respeito à inferioridade do homem negro em todos os aspectos. Pensamento preconceituoso, pior de tudo ensinado direta ou indiretamente nas escolas, para se acomodar e permanecer aceitar eternamente a superioridade de uma raça sobre a outra. Ou seja, o homem branco - europeu, como fonte do saber. 
          Concluindo, a África não foi descoberta por ninguém, mas, sim, invadida, pilhada sangrentamente pelos europeus, que continuam pilhando-a em colaboração de certos dirigentes "intelectuais" e "políticos" africanos. Certamente, como se viu acima, o continente africano, antes dos europeus viveu sua diversa prosperidade econômica, política e cultural. Comercializava com diversos povos. Por isso, nunca se deixe ser alienado com as falsas teorias, produzidas por eles mesmos - o homem branco - europeu, no caso. Pense e reflita-se sempre sobre seus valores deixados pelos seus ancestrais, há miliares de ano. 
Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br