sábado, 17 de novembro de 2012

A MISSA DE SETE DIAS

As Marias!
Quando será a vossa missa?
Já comprei as flores nem nave cabe.
A festa será grande todo mundo dançará.
A tristeza irá embora e alegria cantará.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Hoje ninguém entra e ninguém sai esperando a missa.
Amanhã a festa será grande todo mundo dançará.
A tristeza irá embora e alegria cantará.

As Marias!
Quando será a vossa missa?
Dizem que lá tem muitos porcos,
A carne da missa,
A missa de sete dias sob grande pollon.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Já comprei as flores nem nave cabe.
A festa será grande todo mundo dançará.

As Marias! 
Quando será a vossa missa?
Hoje ninguém entra e ninguém sai esperando a missa.
Mas amanhã terá a felicidade após a missa.
Marcelo Aratum
http://www.youtube.com/watch?v=YRzwTSvFhU8

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMO SALVAR O PAÍS?




Depois da “independência”, os guineenses esperavam com todo orgulho, esta: a liberdade. A paz. A estabilidade. A verdadeira independência. Que pena! Tudo vem se transformando no sonho e na promessa eterna: um dia, tudo vai dar certo. Pois é! Os guineenses se esconderam nessa filosofia secular de que tudo que tem o início terá o fim. Ou seja, não precisa lutar nem planejar para que isso aconteça.  Assim vive a Guiné assim continuará para eternidade.
    Nunca estarei contra esse tipo de pensamento filosófico, mas, contra, quando não tem fórmula sustentável, convincente para atingir tal objetivo.
    Na realidade, os senhores de arma: o P.A.I.G.C. e seus monstros vigentes, que ele mesmo criou principalmente este da fotografia, ao longo dos anos, depois da falaciosa independência, estão mergulhando o país num abismo. Este é o cabeça do mal. Eles nos deixam a ziguezaguear no infinito caminho ao progresso, perdidos de tanta obscuridade, levamo-nos a este, viver no imaginário: um dia tudo vai dar certo.
    Antes o destino do país era nas mãos das Nações Unidas, hoje, graças à lição de vida, percebe-se que esta instituição é regida pela força de interesse que, simultaneamente diminuiu a nossa esperança a ela. Prova disso reflete durante o episódio de 19 deste mês de outubro, praticamente ninguém chorou, implorando a esta instituição de negócio capitalista. Creio que os guineenses já estão ficando espertos. Quanto a isso, agradeço muito a esse comportamento que muitos países já vivenciaram.
    É obvio que a Guiné-Bissau, por si mesma, deve procurar pensar, lutar pelo seu destino. Às vezes, ou maioria das vezes, passa na nossa cabeça de maneira tão equivocada a palavra luta, associada com a da “libertação nacional.” Pois é. Existe diferente maneira de lutar para conseguir a justiça, a paz, a liberdade, o sossego e entre outras dignidades humanas. Mas, precisa-se que cada um de nós, começar a pensar nas estratégias e colocá-las em prática. Depois deste artigo, a sua fórmula de libertar os guineenses, as crianças em particular, dos monstros, sequestradores do bem-estar da nação deve... Caso contrário, a Guiné-Bissau não tem a hora para entrar em extinção.
     Lembrando que, cada guineense que cai, cada bala que soa cada tortura que acontece naquele país, reflete direta ou indiretamente na nossa pele. Gera imperceptivelmente obstáculo em todos os nossos afazeres, interna ou externamente.
   Na verdade, a independência, em vez de nos trouxesse a liberdade e nos trouxe os monstros. Os monstros que nos deixam mentalmente vazios, perambulando de um lado para outro a mercê da sorte. Não há um guineense que não ficou em silêncio, em casa, apenas assistindo aos espetáculos dos monstros. Esperando a vontade deles se flutua para resolver os nossos problemas. Assim sendo, Simão Mendes continuará ser palco de mortos: proveniente da doença provocada pela própria situação catastrófica quanto a morte provocada pela brutalidade dos próprios monstros. Vamos procurar a estratégia e enfrentar os monstros. Se você é guineense de coração, então, lute por ela, repasse este artigo, para banir de vez a sujeira na Guiné-Bissau.  
Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CRIANÇA DO NOSSO SÉCULO



Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Mãe! Onde está a minha mãe?
Mãe! Eu quero comer, eu estou com fome!
Que eu fiz pra viver nesta situação?
A quem posso recorrer pra me salvar das penúrias?
Mãe eu quero comer;
Não quero morrer como aquela outra criança.
Que foi engolida por uma serpente.
Fugindo da serpente, fui parar aqui: na margem...
Mas não fui eu que engoli aquela criança!
Foi ela, a serpente de boca larga e coração pequeno.
Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Por favor, mãe! Estou com fome.
Não me abandone, quero comer.
Que culpa tenho para pagar a culpa dos outros?
Sou muito prematura a viver a mercê dos ventos.
Ventos de alta madrugada.
Sou muito prematura a viver a mercê das chuvas.
Chuvas de alta madrugada.
Que eu fiz para viver nesta situação, mãe?
Olhei para cima, vi apenas as nuvens 
Cheias de promessas 
E pra baixo vi apenas serpentes
De boca larga e coração pequeno.
Mãe, mãe, má...

Professor e Escritor, Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br 
Clique ou copie o link abaixo e colar na área de pesquisa, para saber onde tudo isso começou:
http://www.umaspalavras.com.br/pensamentos/ao-abandonar-deus-encontrei-o-homem/

segunda-feira, 11 de junho de 2012


ÁFRICA FOI INVADIDA OU FOI DESCOBERTA? 

          Ah! Sim. Pergunto, quem então descobriu este continente tão antigo? Claro diria que são os europeus. FALSA. A falsa concepção. Ninguém descobriu ninguém. O continente africano existia e continuam existindo física e populacionalmente antes da chegada dos europeus. Esse continente nunca se manteve isolado pela história. Antes dos colonos europeus havia forte contato do povo africano com o povo dos outros continentes como Europa, Ásia que se mantinham em constante ato comercial. Não é por acaso que esta palavra se originou do grego aprica que significa em português: exposta ao sol
         Fico-me triste, quando oiço do próprio africano, este insulto de que a África foi civilizada pelos europeus. MENTIRA. Antes dos colonos europeus, já havia existido uma forte indústria têxtil na África. Os produtos dessa indústria, tecidos no caso, eram exportados para a Europa e para os países asiáticos e até a China. Era só isso? E as escritas? Esqueceu-se que elas não nasceram na Europa? Pois é, não surgiram na Europa, mas, sim, no Egito. E o Egito é a parte da África. Ainda mais, que você diria sobre isto: "O BASTÃO DE ISHANGO?" Prossiga-se: "o Bastão de Ishango é um pequeno objeto encontrado em pleno coração da África, datado de 15 mil anos antes dos cálculos dos faráos e antes do surgimento da matemática na Grécia. O bastão constitui o mais antigo testemunho matemático da humanidade," (ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho. A História da África na Educação Básica: Almanaque Pedagógico). Resumindo: a África se civilizou primeiro que a Europa. Infelizmente, hoje há forte influência da civilização europeia acima da civilização africana, levando o povo africano ignorando seus próprios valores. Começando pela desvalorização de sua própria língua. Colocando a língua dos colonizadores europeus sobre as línguas nacionais, alegando que as línguas nacionais não têm prestígios internacionais. MENTIRA! Simplesmente é o PENSAMENTO DOS ALIENADOS, DE QUEM PERDE A "GUERRA." Consequentemente aprovando o antigo imaginário dos colonizadores, no que se diz respeito à inferioridade do homem negro em todos os aspectos. Pensamento preconceituoso, pior de tudo ensinado direta ou indiretamente nas escolas, para se acomodar e permanecer aceitar eternamente a superioridade de uma raça sobre a outra. Ou seja, o homem branco - europeu, como fonte do saber. 
          Concluindo, a África não foi descoberta por ninguém, mas, sim, invadida, pilhada sangrentamente pelos europeus, que continuam pilhando-a em colaboração de certos dirigentes "intelectuais" e "políticos" africanos. Certamente, como se viu acima, o continente africano, antes dos europeus viveu sua diversa prosperidade econômica, política e cultural. Comercializava com diversos povos. Por isso, nunca se deixe ser alienado com as falsas teorias, produzidas por eles mesmos - o homem branco - europeu, no caso. Pense e reflita-se sempre sobre seus valores deixados pelos seus ancestrais, há miliares de ano. 
Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br    

quarta-feira, 23 de maio de 2012


ANÁLISE DO LIVRO NOITE DAS LÁGRIMAS EM ÁFRICA PELO PROFESSOR E ESCRITOR: HÉLIOS J. RODRIGUES




Era numa tarde de verão, o sol estava se pondo, parecendo que levava consigo as lágrimas minhas.” Escritas essas primeiras linhas, podemos imaginar a dimensão que se impregna nessa narrativa na medida em que o autor se apropria de uma linguagem que promete dar à obra uma leitura de “longo alcance”, isto é, uma leitura que propõe, por parte do leitor, alta reflexão numa visão cravada às palavras que se alinham com uma sequencia de ideias para o ato narrativo a cada trecho em que o raciocínio do escritor se finda. Narrativa que nos faz situar a uma época não tão longínqua, mas distante da realidade em que fazemo-nos presentes em choque com aquela que nos impressiona do início ao fim pelo modo como o autor aborda o tema do enredo através de uma personagem buscada num mundo conturbado onde há uma luta travada entre o poder e a massa dos oprimidos, personagem essa que se molda em um indivíduo vivente num ambiente de condições precárias. Personagem-narrador ou narrador-protagonista como bem adequar o termo, inspirada numa mulher de origem humilde que não tem conhecimento de letras e pobre, mas porta um alto senso crítico do mundo que a circunda, Nhá Dona Badjudessa.


A ESTRUTURA DO LIVRO

Por meio dessa figura notória, o leitor se situará de uma realidade drástica e desumana para com a classe baixa, a chamada massa popular, vista como uma espécie de base que sustenta os pilares da oligarquia. Para relatar essa época de incessantes conflitos entre os poderosos e os oprimidos, o livro é dividido em três partes que compõem o segundo momento, cada parte subdividida em capítulos para o discernimento do enredo. São elas: Primeiro JulgamentoSegundo Julgamento e Julgamento Final. Mas o início da obra se dá no primeiro momento, Momentos de Lembranças e Reflexão, composto por cinco capítulos, o começo, a introdução de uma história em que as primeiras personagens ganham destaque à medida que a narradora-protagonista revela traços peculiares da índole de cada um que ela vem a nos apresentar.

TESTEMUNHA VIVA

O Escritor Marcelo Aratum faz uma volta ao passado do tempo atual para relatar em minúcias a rotina da época em que o colonialismo assoprava-se pelos quatros cantos do país de Guiné-Bissau. De um lado, as diversas faces do poder que imperava de forma ditatorial sobre um povo que buscava refúgio ao silêncio, de outro, esse mesmo povo, com anseio de clamar por uma independência aquém daquela que romperia as correntes que aprisionam as mentes das pessoas.Em meio a esse motim que se ecoava dos sons produzidos pelas armas de última geração importadas, das mãos dos comparsas dos poderosos, contrastando-se aos gritos da multidão pelas ruas. Eis que aponta, Badjudessa, a protagonista dessa estória como uma testemunha “viva” aos acontecimentos que certamente marcariam essa fase de sua vida. Sofre de dois lados as angústias que a importunam ininterruptamente. Os problemas familiares, a começar pela perda da guarda de três filhas suas para tentar escapar de um marido que a torturava de todas as formas, a enfermidade de seu filho caçula ainda bebê que a apoquentara, uma vez que ele não conseguiria resistir por muito tempo.                                     A CULTURA

As constantes intrigas com Ocante, seu marido, voltava-se a outra questão para ela como um fator preocupante: os valores culturais. Nhá Dona Badjudessa tem a seguinte visão de que a cultura de uma nação não é um mero objeto que vangloria a sua imagem e denigre a de outros povos, mas algo que caracteriza em particular os costumes impregnados em seu modo de vida num espaço físico de onde se originara, não julga outra cultura desde que essa não se sobrepõe àquela. Mas se rebela diante das imposições dos estrangeiros com ensinamentos provenientes de sua cultura, questiona, por exemplo, a religião por eles impostas, fator que influencia em peso a vida de um povo ausente de conhecimentos no campo sócio-educativo-econômico e político. Ocante figura-se nesse indivíduo que cultua um Deus padrão, um Deus importado, irracionalmente, acolhendo-se ao comodismo. Atitude que provoca em Badjudessa uma reação de repugnância, pois que vê o seu marido como um acorrentado aos preceitos dos dominantes estrangeiros.

A FUGA

Decide mediante o medo que a assombra, de os “demônios”, como ela  denomina os paisanos, as tropas de segurança do governo ditatorial, a fugir da cidade onde se encontra para acolher-se noutra longe das ameaças a vidas inocentes, ressaltando as crianças como as maiores vítimas. Vítimas não só das violências físicas, mas das mentes em processo de formação a essas almas infantis.

OS CAMARADAS

O fim do colonialismo português que dominara por séculos o país, marcava os primeiros momentos da independência sobre uma nação que sonhava e se despertava com o sopro da liberdade. Uma tropa de guerrilheiros conhecidos como os Camaradas eram aos olhos do povo guinebissauense os salvadores da pátria, uma vez que declamavam sonoramente em seus ouvidos discursos de mudanças no país.Inicia-se a partir da chegada dos camaradas o “Primeiro Julgamento”, composto por quarenta e quatro capítulos que abordam delinearmente o abuso de autoridade no comando dos camaradas depois de se apossarem do poder.
No começo, visto por uma nação oprimida, como heróis, de repente, os camaradas se  transformam. Tornam-se vilões, até piores, dentro de uma ótica em que se comparam as fases de um período dividido por antes e depois do fim do colonialismo português. Antes, era um governo explorador que saqueara todas as riquezas naturais de uma terra, mas, sobretudo, os sonhos de uma nação em ser livre e independente para bordar o enredo de sua própria história. Depois, predominou um governo com um discurso ilusório, formado por líderes nativos da própria terra, ao declarar que a nação não mais viveria sobre a escravidão que a impedia sequer de sonhar com um país em que todos poderiam um dia almejar a felicidade.Esse mesmo governo traía a confiança de sua própria nação, praticando os mesmos atos do governo da era colonial. Um governo que vivia sob as sombras da corrupção ao importar bens materiais e nutrir-se dos valores culturais da nação estrangeira.Para um povo, o pior governo comparado à época em que seu país era um território pertencente ao domínio português. Pois, que vivia sob um sistema ditatorial em que a censura e a reprimenda espalhavam terror e medo nos corações de uma nação sofrida, enquanto que no governo da era colonial, via-se uma mão cuidando afavelmente de seu povo, embora com a outra martirizasse o povo desta terra.Mas, o espírito de luta houvera de se impregnar em muitos corações daqueles que clamavam por justiça diante de tanta crueldade para com o povo guinebissauense, sem abrirem mãos de um antigo sonho: um país livre, um país independente, um país autônomo para conduzir sua nação no caminho do progresso e de todas as virtudes que realçam o ser humano.

DEMOCRACIA

Nesse momento, surgem novos heróis no cenário político com uma ideologia que tomaria o país a um novo rumo, onde não se pudesse seguir, ou melhor, se acorrentar num pensamento modelo, o pensamento dominador.Um novo sistema de governo sob o qual fluiriam pensamentos diversos em prol do desenvolvimento do país. “Democracia” era a nova linguagem do discurso que soava aos ouvidos de milhares de nativos do pedaço de terra do continente africano, os quais aspiravam uma nova esperança.Dentre os novos pensadores no meio político, desenhava-se um novo protagonista chamado Butcheri. Homem que possuía uma grande bagagem no campo sócio-político-econômico e cultural, letrado e amador da causa em favor dos oprimidos pelo governo ditatorial.Um político que conseguiu seduzir o coração, por exemplo, de um jovem que até então não se deixava influenciar por discursos demagógicos daqueles que ocultavam suas faces sombrias.  Di Ocante, desde o primeiro instante, viu em Butcheri um líder nato cujo pensamento ideológico sobrelevava-se a todos os demais que seus ouvidos haviam testemunhado, a tal ponto que se fizera um discípulo.Mas para o jovem a sonhada democracia estava longe de romper-se da esfera imaginária para vir a ser um sistema anti-ditatorial a aprofundar suas raízes nas mentes novas de todos os nativos de coração, sendo políticos ou pensadores críticos, para iniciar uma mudança no país.Povo, na sua visão considerado criaturas irracionais que se acomodavam em seus espaços, mesmos estes não oferecendo condições propícias para as suas sobrevivências. Todavia, este mesmo povo portava conhecimento sobre a democracia a ponto de ter se iludido com discursos inexpressivos quanto à implantação do novo sistema de governar o país. Essa ilusão mais tarde tornou-se para a nação guinebissauense desilusão amarga diante das urnas cuja apuração do resultado para presidente do país foi fraudada por meio de artimanhas diversas. Novamente o país ficava refém de uma máfia considerada a praga da nação em que cada indivíduo nascido e criado nesta terra se asfixiava em seu próprio pensamento, uma vez que este recuava e se isolava diante da censura implacável que calava a mão de ferro quem se manifestasse contra o governo.
GENERAL BRUTO CORAÇÃO DE LEÃO 

Mas, o fim de uma era de puro despotismo em que a vida e a morte se confrontavam constantemente em meio aos gritos de intensa dor e revolta era chegado. Chegado também o início de uma nova transição que não se saberia dizer por onde apertasse a alavanca. Pois que em cada rua da capital, da oprimida Guiné-Bissau via-se através dos olhos de Di Ocante um ambiente descaracterizado, completamente desconhecido daquele que fora o centro de combate entre duas forças: povo x governo. Dessa longa luta travada, um vencedor haveria de dar sinais de seu triunfo sobre o seu inimigo gradativamente, visto que o derrotado, imbatível em sua força descomunal e vencido quase todas as batalhas se extinguiria como uma última chama sob o forte vendaval.Eis que naquele instante, o filho de Nhá Badjudessa via com olhos inacreditáveis um homem tido como força sobre-humana, algemado feito um criminoso comum chamado General Bruto Coração de Leão. Um anti-herói que mudaria para sempre a vida de uma nação sofrida e oprimida em seus sonhos, desejos e pensamentos depois de, finalmente, perder uma luta interminável que preservava o seu reinado.


Professor e Escritor, Hélios J. Rodrigues                                  
                                                                                                                                                                                                                                              heliosrod@hotmail.com


quarta-feira, 18 de abril de 2012


CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental

Assim dizem: a CEDEAO quer reconhecer o governo saído de Golpe de Estado. Quer reconhecer ou vai reconhecer? Guineenses, por favor, vamos parar de ver e falar das coisas concretas, ou seja, que estão acontecendo, e partimos a refletir e abstrair sobre tais coisas. Visto que, todos os problemas da Guiné-Bissau nunca nasceu de um simples acaso, mas, foi e é uma armação, um projeto de longo prazo. Por que você tem medo de afirmar que existem pessoas ou guineenses legítimos pagos ou manipulados, para criar instabilidade e entregar ou transformar os nossos valores aos valores regionais? Ainda mais, pensa que é por acaso que o CEDEAO, segundo o noticiário, no site, bissaudigital, financiou o candidato independente, Serifo Nhamadjo? Por favor, acorde-se e reflita-se um pouco sobre a figura desse homem. Será que ele não carrega nenhum valor semelhante aos valores dos nossos vizinhos?
Guineenses, vamos parar de desencadear lutas superficialmente visíveis e pensar na profundeza intenção desses países que nos cercam. Tudo bem. Vamos percorrer os nossos olhares para aqueles que estão vivendo geograficamente a situação idêntica da nossa: Israel. A situação de Israel não é tão diferente da nossa. Esse país divide fronteiras com Líbano ao norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito ao sudoeste. Entre tanto, o Estado de Israel é único na região, com a cultura e a religião própria, diferentemente dos demais. Havia os pretextos, as lutas, as intrigas para submeter esse Estado ao domínio dos valores estranhos, mas, sem nenhuma solução. Agora, se Israel fosse um país analfabeto, egoísta, que exaltasse as culturas, a língua e os costumes estranhos, que pensasse mais no Eu, que deixasse ser alienado por valores materiais, hoje estaria vivendo num beco sem saída. Projeto dos vinhos do povo israelita falhou e este país continua firme, marcando um Estado diferente, com a história diferente. Povo israelita sempre, nos momentos difíceis se junta para uma única causa: interesse da nação israelense. Eles nunca se entregam no choro desesperado: por favor, Comunidade Internacional vem nos salvar! Por favor, Portugal vem nos salvar! Por favor, CEDEAO vem nos salvar, etc. Mas, sim, eles acreditam na Unidade Nacional e não unidade pendurada, apenas nos discursos como a nossa Unidade Nacional, na Guiné.
           Para tanto, caso não mudarmos a maneira de pensar a Guiné-Bissau, nunca encontraremos solução para o nosso problema. Se pensarmos que o estrangeiro que vai resolver os nossos problemas, nunca encontraremos a solução para o nosso problema. Em cada noitada, na cama, devemos pensar e elaborar as estratégias, para livrarmos das perseguições e da caverna que fomos submetidos. 07 de junho de 1998 é um exemplo evidente para refletirmos sobre a dita Comunidade Internacional. Na minha modesta opinião, tenho a certeza que o sonho dos nossos vizinhos vai se concretizar: a falar a mesma língua, a praticar a mesma religião e mais outros valores estranhos.  
Marcelo Aratum   
aratum22@yahoo.com.br