Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Mãe! Onde está a minha mãe?
Mãe! Eu quero comer, eu estou com fome!
Que eu fiz pra viver nesta situação?
A quem posso recorrer pra me salvar das penúrias?
Mãe eu quero comer;
Não quero morrer como aquela outra criança.
Que foi engolida por uma serpente.
Fugindo da serpente, fui parar aqui: na margem...
Mas não fui eu que engoli aquela criança!
Foi ela, a serpente de boca larga e coração pequeno.
Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Por favor, mãe! Estou com fome.
Não me abandone, quero comer.
Que culpa tenho para pagar a culpa dos outros?
Sou muito prematura a viver a mercê dos ventos.
Ventos de alta madrugada.
Sou muito prematura a viver a mercê das chuvas.
Chuvas de alta madrugada.
Que eu fiz para viver nesta situação, mãe?
Olhei para cima, vi apenas as nuvens
Cheias de promessas
E pra baixo vi apenas serpentes
De boca larga e coração pequeno.
Mãe, mãe, má...
Professor e Escritor, Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br
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http://www.umaspalavras.com.br/pensamentos/ao-abandonar-deus-encontrei-o-homem/



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