quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMO SALVAR O PAÍS?




Depois da “independência”, os guineenses esperavam com todo orgulho, esta: a liberdade. A paz. A estabilidade. A verdadeira independência. Que pena! Tudo vem se transformando no sonho e na promessa eterna: um dia, tudo vai dar certo. Pois é! Os guineenses se esconderam nessa filosofia secular de que tudo que tem o início terá o fim. Ou seja, não precisa lutar nem planejar para que isso aconteça.  Assim vive a Guiné assim continuará para eternidade.
    Nunca estarei contra esse tipo de pensamento filosófico, mas, contra, quando não tem fórmula sustentável, convincente para atingir tal objetivo.
    Na realidade, os senhores de arma: o P.A.I.G.C. e seus monstros vigentes, que ele mesmo criou principalmente este da fotografia, ao longo dos anos, depois da falaciosa independência, estão mergulhando o país num abismo. Este é o cabeça do mal. Eles nos deixam a ziguezaguear no infinito caminho ao progresso, perdidos de tanta obscuridade, levamo-nos a este, viver no imaginário: um dia tudo vai dar certo.
    Antes o destino do país era nas mãos das Nações Unidas, hoje, graças à lição de vida, percebe-se que esta instituição é regida pela força de interesse que, simultaneamente diminuiu a nossa esperança a ela. Prova disso reflete durante o episódio de 19 deste mês de outubro, praticamente ninguém chorou, implorando a esta instituição de negócio capitalista. Creio que os guineenses já estão ficando espertos. Quanto a isso, agradeço muito a esse comportamento que muitos países já vivenciaram.
    É obvio que a Guiné-Bissau, por si mesma, deve procurar pensar, lutar pelo seu destino. Às vezes, ou maioria das vezes, passa na nossa cabeça de maneira tão equivocada a palavra luta, associada com a da “libertação nacional.” Pois é. Existe diferente maneira de lutar para conseguir a justiça, a paz, a liberdade, o sossego e entre outras dignidades humanas. Mas, precisa-se que cada um de nós, começar a pensar nas estratégias e colocá-las em prática. Depois deste artigo, a sua fórmula de libertar os guineenses, as crianças em particular, dos monstros, sequestradores do bem-estar da nação deve... Caso contrário, a Guiné-Bissau não tem a hora para entrar em extinção.
     Lembrando que, cada guineense que cai, cada bala que soa cada tortura que acontece naquele país, reflete direta ou indiretamente na nossa pele. Gera imperceptivelmente obstáculo em todos os nossos afazeres, interna ou externamente.
   Na verdade, a independência, em vez de nos trouxesse a liberdade e nos trouxe os monstros. Os monstros que nos deixam mentalmente vazios, perambulando de um lado para outro a mercê da sorte. Não há um guineense que não ficou em silêncio, em casa, apenas assistindo aos espetáculos dos monstros. Esperando a vontade deles se flutua para resolver os nossos problemas. Assim sendo, Simão Mendes continuará ser palco de mortos: proveniente da doença provocada pela própria situação catastrófica quanto a morte provocada pela brutalidade dos próprios monstros. Vamos procurar a estratégia e enfrentar os monstros. Se você é guineense de coração, então, lute por ela, repasse este artigo, para banir de vez a sujeira na Guiné-Bissau.  
Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CRIANÇA DO NOSSO SÉCULO



Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Mãe! Onde está a minha mãe?
Mãe! Eu quero comer, eu estou com fome!
Que eu fiz pra viver nesta situação?
A quem posso recorrer pra me salvar das penúrias?
Mãe eu quero comer;
Não quero morrer como aquela outra criança.
Que foi engolida por uma serpente.
Fugindo da serpente, fui parar aqui: na margem...
Mas não fui eu que engoli aquela criança!
Foi ela, a serpente de boca larga e coração pequeno.
Mãe, minha mãe eu estou com fome,
Eu estou com fome e quero comer.
Por favor, mãe! Estou com fome.
Não me abandone, quero comer.
Que culpa tenho para pagar a culpa dos outros?
Sou muito prematura a viver a mercê dos ventos.
Ventos de alta madrugada.
Sou muito prematura a viver a mercê das chuvas.
Chuvas de alta madrugada.
Que eu fiz para viver nesta situação, mãe?
Olhei para cima, vi apenas as nuvens 
Cheias de promessas 
E pra baixo vi apenas serpentes
De boca larga e coração pequeno.
Mãe, mãe, má...

Professor e Escritor, Marcelo Aratum
aratum22@yahoo.com.br 
Clique ou copie o link abaixo e colar na área de pesquisa, para saber onde tudo isso começou:
http://www.umaspalavras.com.br/pensamentos/ao-abandonar-deus-encontrei-o-homem/